quarta-feira, 30 de setembro de 2009

25.09 - Um post de gente gorda!

Comida, comida, comida! A noite de ontem começou com a mudança. Fui para a casa da Corline. Uma menina muito da gente boa! Muito mesmo! Nunca vi uma pessoa tão feliz ao ganhar 2 pipas! Sendo que uma delas era do curíntia! Ficamos aqui na casa dela um pouco e fomos ao supermercado. No caminho ela foi me mostrando várias coisas da região que ela mora, mostrou um pedaço bem chinês aqui perto e cagou de rir (no sério) quando eu fui pagar um papel higiênico que custava 1 e pouco com uma nota de 100. O ato foi proposital para eu trocar o dinheiro...

Enfim, depois disso tudo, fomos comer. Entramos no lugar, um restaurante pequenininho, assim como todos os estabelecimentos aqui, e, HERMANOTEU, VÉI! HERMANOTEU, VÉI: o lugar cheirava a puro fundeau de queijo! Animal! Fiquei vendo ela conversar com a dona do lugar, pra conseguir lugar, e escorria baba da minha boca! Cacete! Acabei comendo um bifão com um molho que parecia ter creme de leite e uma pimentinha beeeem da hora, e um outro prato que eles trazem uma peça de carne só corada por fora, com um olho a base de manteiga e salsa. Isso vem numa bandeijinha de alumínio e com um fogareiro embaixo. Você deixa a carne fritando e curtindo no molhinho e, aí, põe pra dentro! FAN-TÁS-TI-CO!

De volta pra casa: hora da balada! O tal do pic-nic é um evento que abrange várias coisas ligadas a design, pelo que entendi. E ontem teve a balada oficial, organizada pela MTV com o show de uma menina negra americana bem da maluca! É tipo uma mistura de Rodrigo Amarante com Arnaldo Antunes. Ela fica fazendo várias performances no palco. E depois desse show fomos pra uma balada mesmo, no mesmo lugar, onde ficava tocando umas músicas e passando uns vídeos com umas fotos bem bizarra. Voltamos cedo, aliás, a noite aqui em Amsterdam acaba cedo. Segundo a Corline, são poucos os lugares que tem autorização pra ficar aberto além da 1 da manhã. Na volta, fomos conversando sobre várias coisas. E pra explicar pra ela porque no Brasil, álcool é legalizado e maconha não...

O dia de hoje começou nublaaado, com uma puta nhaca. Acabei indo numa igreja aqui pertinho (St. Nicholas) e depois dei uma passada no red light district. Se o Itatinga ou a Augusta alguma vez te impressionou na vida, é porque você nunca viu esse lugar! Bicho, o lugar transborda, respira e sobreviva a base de sexo! É sex-shop pra tudo quanto é lado, casa de show e, claro, as famosas janelinhas onde as mulheres ficam se exibindo pra convencer os caras a entrarem lá. E é marketing agressivo! Você passa na frente, elas ficam mostrando a língua, chamando você, num fica só ali paradinha não! Atividade!

Enrolado o tempo, fui rumo a casa da Xanti que num chama Xanti. Uma mulher que o Jerk conheceu sei lá como e que conhece o Garça também. Antes de ir pra casa dela, uma parada num buteco pra comer um croquete que é típico daqui, num sabia. Bom! Bem pesado na manteiga, achei, mas bem gostoso. Com uma casquinha super crocante por fora e bem sequinho, manja? Gostosinho...

Ao chegar na casa da Xanti, fui recebido pelo Michiel, seu namorado de 27 anos. Figurão cabeludo com visual de clube de motos, sabe? E a Xanti pequenininha, cheia das trancinhas. Um apartamento super arrumado, conheci os 2 filhos dela e os 2 cachorros. Aliás, quando conheci o filho mais novo da Xanti, o Xanti, ele estava com uns amiguinhos jogando bola. Molecada curiosa! Queriam saber de onde era e quando eu falei, começaram a perguntar de vários jogadores de futebol! Depois de muito conversar, fomos para Voledam, uma vila a 20 km de Amsterdam, bem típica.

Lá, tiramos fotos com roupas típicas, o Michiel felizão porque devia ser a 20a vez nesse ano que ele ia lá. Eu vou postar as fotos depois. Se você olhar, vai ver como eu sou um perfeito exemplar de holandês! A roupa é só um mero detalhe... Em Voledam, tem um monte de barco, é uma região de pescadores. A Xanti tirou milhares de fotos minha, postarei todas. Tem, inclusive, um lugar com um memorial: no reveillon de 2000 pra 2001, uma balada que tinha lá, tava decorada com um monte de coisa e começou a pegar fogo nos enfeites. Resumo da obra: várias pessoas morrem queimadas, outras com sequelas pra sempre... trash!

Já que tô aqui, aproveitei para experimentar um prato, no mínimo, estranho. Imagina um pão da Bambini menor, aberto e, no meio, dois filés de peixe cru. Cruzaço mesmo. Com umas cebolinhas em cima e um pedaço de pepino. E a coragem de pôr aquilo na boca... mas o fiz! E até que é gostoso, viu! Faz lembrar um atum, não sei se é o mesmo peixe. Mas a aparência é estranha... Conversa vai, conversa vem, ou pelo menos tentativas de, fomos jantar próximo a casa deles. Comi uma paqueca gigante com páprica, queijo, cogumelos (sem ser dos alucionógenos, eu acho) e cebola.

Tive o prazer de conhecer um casal fantástico! A Xanti (esse é o nome do filho dela, na verdade) é toda educada, atenciosa e receptiva. Super solidária, ficou tirando milhares de fotos, mostrando e contando sobre as coisas daqui. O Michiel, com o jeitão de bad boy, é super atencioso também e acompanha a onda, apesar de não aguentar mais ir pra Voledam.

A noite, passei de novo no red district pra ver o movimento. Meu, aquilo feeeeerve! E você vê todo tipo de gente. Homem, mulher, casais. E vê, também, um monte de gente chapadaça que mal consegue ficar em pé. Chapado do que?! Vai saber... tem tanta possibilidade!

De volta pra casa, hora de arrumar as malas e pôr o relógio pra despertar. O trem pra Berlim parte no sábado, as sete da matina!! Vixe! Mas vamos que vamos.


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