quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pra tudo na vida...

Ter uma emoçãozinha a mais, chega de posts! :)

Deu uma cansada, o tempo tá escasso e tá chegando no fim. Vou tentar deixar as fotos em dia. E é isso! Barcelona é bem legal! Mas vi gente sendo roubada no meio da rua hoje! E os gringos que eu conheci pegaram um traveco! Fui numa balada bem loca aqui! Animal mesmo! Peguei praia no Mediterrâneo! E vi a "lojinha" do Barça... Ah, e várias coisas do Gaudi também!

Enfim... amanhã, o destino é Londres. O clímax da viagem. O lugar que eu mais tinha vontade de conhecer e vamos ver do que é feito! Almoço na google confirmado (viiiiiixe) e vamos que vamos!

É isso! Vou tentar manter as fotos atualizadas (picasaweb.google.com.br/leguimas) e o twitter (www.twitter.com/leguimas) também. E chega! :) :)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

11.10 - O Rio de Janeiro dos caras...

Dia de acordar "cedo" e ir embora de Lyon. Não só disso mas como de levar um chá de cadeira no aeroporto. O vôo atrasou em uma hora, mais ou menos. E, além disso, tive problemas com a bagagem de mão. Porque francês é crica. Eu tô com uma mochila e comprei uma malinha pequena de mão pra levar umas coisas. Só pode uma. Então, tive que pagar pra despachar a minha pequena mala enquanto pessoas entravam com malas monstruosas de mão no vôo e, ainda assim, sobrou espaço a dar com pau nos maleiros do avião.

Mas enfim, cheguei em Barcelona. E chegou o Matheus com uma plaquinha de identificação! Manja quando ficam aquelas pessoas com uma plaquinha escrito "Fulano"? Ele fez uma dessas, foi engraçado. Dando o contexto, eu estudei com o Matheus no Dom Barreto, onde estudei do primeiro infantil até a oitava série. Não lembro ao certo quando a gente se conheceu por lá, mas eu acho que foi da quarta-série pra frente que ficamos mais amigos.

Barcelona lembra o Rio mesmo! Uma avenidona a beira mar, com uns prédios novos e aquele climão gostoso de praia! A areia daqui é diferente... mais grossa! A cidade te recebe bem com esse ar praiano! É gostoso! Foi só o tempo de deixar as babagens em casa e ir pra praia aproveitar um pouco do sol.

E aqui a noite pega! Pelo o que eu entendi é balada todo dia pegando fogo! Fomos primeiro num videoke. Aí você vai pensar "Que merda!". Mas videoke aqui, num é fim de carreira que nem no Brasa. O lugar é bonito pra cacete, ficam vários telões pra todo mundo acompanhar o cara cantando e o lugar tava lotaaaaado! O povo cantando My Way, I Will Survive, música para todos os gostos!

E, depois disso, fomos pruma festa brasileira. Lugar insuportável de cheio mas a saudades do calor e do mundo fez isso ser mero detalhe. Uma bandinha tocando.... axé! Uma gringaiada pegando fogo com as músicas, a brasileirada cantando sem parar! Pô, a música era boa? Booooa, boooooa, na linha da qualidade, não! Mas, porra, foi gostoso!

E o esquema aqui funciona assim: não tem metrô da meia noite as cinco. Ou seja, o jeito mais fácil de voltar pra balada é depois das 5... :)


domingo, 11 de outubro de 2009

10.10 - A marvada...

O dia em Lyon foi de... ressaca, eu acho! A brincadeira de experimentar os diversos tipos de cerveja e ter ido dormir mais tarde (falei com várias pessoas do Brasil) fez com que eu acordasse, como diria meu pai, com um tiro na asa. Não só eu como o Léo também. Mas, fomos pra rua. O tempo tava bonito, com um céu azul e tal.

Pra começar, fomos até o prédio da prefeitura aqui que estava aberto. Aliás, se eu não me engano, aqui tem 1 dia por ano que os prédios históricos ficam abertos de graça para a população ir visitar. Bem bonito o prédio, com aquelas decorações todas antigas e pomposas.

De lá, fomos conhecer o "mercadão" dos caras. Mercadão porque o negócio é super chique, cheio das firulas. Mas, é um mercadão! O que eu gosto muito! Milhares de queijos, defumados, azeiter, vinhos (que num é muito minha praia) e etc. A coisa estranha foi ver que eles vendem frango inteiro, mas com o pescoço inteiro! Com as penas ainda e tal... é bem estranho de se ver.

Lá, o Léo me fez experimentar um doce deles chamado macarron. É como se fosse um hamburguinho doce com 2 pãezinhos de massa e o recheio é uma pasta de alguma coisa. Pegamos de limão, laranja com especiarias, framboesa com qualquer coisa e chocolate com maracujá! Este último era MUITO bom! MUITO! o doce é meio geladinho, nada enjoativo, dá pra comer uns 38!

Quando saímos de lá para ir ao mega parque daqui... chuva. E parecia perseguição: a gente começava a andar, chovia. A gente ia pra debaixo de algum lugar, parava. Até chegamos a ir ao parque mas não deu pra ver nada. Só que o parque é realmente animal. Tem zoológico, jardim botânico, uma porrada de coisa dentro do mesmo parque.

Desistimos de esperar a colaboração da chuva e voltamos pra casa pra tomar cerveja e jogar wii. Pra night, um bar que é dentro de um barco que fica em um dos rios aqui. É um bar, balada. Normalmente, balada num é minha praia. De ressaca, então, menos ainda! Rs. Mas foi engraçado ver a francesada dançando rap americano, umas músicas assim. E o estranho daqui é que ninguém se mistura, se conversa... é esquisito!

Em tempos, esqueci de comentar que, pela primeira vez na Europa ouvi um carro com som alto! Bem alto mesmo! Adivinha a música... chuta! "Se ela dança, eu danço! Se ela dança, eu danço!". Fiquei rindo sozinho...

Amanhã é dia de partir pra Barcelona e dar início a última semana da viagem. Num misto de sensações de quero ficar mais com sensações de saudades de casa e dos amigos! E de ir no brinco! Tá foda ficar acompanhando de longe, pela rádio ou pelos gols no youtube!


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

09.10 - Chuva e Cerveja!

Assim se resumiu o dia de hoje. Dia de acordar mais tarde e meio ressaqueado das cervejinhas de ontem a noite. Pra ajudar, um tempinho de revolução: aquela chuvinha chaaaata, querendo estragar o dia! Seguindo os conselhos do Leonardo: vai andar, Gordo!

Fui conhecer a igreja que o Java tinha comentado e que, realmente, é muito bonita. Por dentro existem uns mosaicos muito bem feitos em paredes bem grandes. Lá, também, dá pra se ter uma visão do alto de Lyon. Quer dizer, daria se a neblina deixasse.

Fui conhecer a Lyon antiga que é, digamos, puro charme! A cidade cresceu ao pé da igreja e é toda cheia de ruinhas de paralelepípedo, cheia de casinhas e restaurantezinhos! Climinha lua de mel total! Mas muito gostoso e aconchegante. Aproveitei a passagem por lá pra conhecer um museu dedicado a miniaturas!

Ainda passei pelas ruínas do império romano que ainda existem por aqui. Meu, é muito doido pensar que os caras lá de Roma, sem avião, sem maquinário ultra-moderno, chegaram até Lyon na base do cavalo e do bom e velho "pé dois"! Eu acho isso muito animal!

Uma volta a beira de um dos rios e hora de encontrar o Leonardo na Ópera. E fomos para um barzinho ANIMAL! É um pub onde o forte dos caras são as cervejas belgas. E o da hora é que quando você pede uma breja, os caras trazem o copo específico da breja e a bolacha específica da breja. Óbvio que como sou brasileiro pé rapado, peguei todas a bolachas pra mim!

Na volta pra casa, uma chuva lazarenta de chata e um parto pra achar um táxi e nos trazer de volta. Pegamos um táxi porque um amigo do Léo estava com o pé torcido. Aliás, a mesa tava engraçada: ora se falava português, ora espanhol, ora francês e ora inglês! Esse mundo internacionalizado... :) :)


08.10 - Vive la France!

Dia de deixar Roma e ir rumo a Lyon. Dia chatinho e perdido. A diária do hostel vencia as 11:00, meu vôo era só as 16:00 e eu tinha uma mala pesada pra cacete nas costas. Num dá pra fazer muita coisa. Além disso, a empresa do busão que vai pro aeroporto, fala pra você pegar o busão 3 horas antes do vôo e você já vai entender o porquê.

Arrmuada as malas, feito o checkout e tudo mais, bora lá pegar o busão. O busão tava previsto pra sair 12:45. Saiu mais de 13:20. Quem gerenciava tudo era um viadinho mal resolvido que se achava dono do mundo e melhor que você porque ele vendia os tickets pra ir pro aeroporto. Lazarento... mandou formar a fila pra ir pro busão e fez o povo, incluindo eu com a minha mala gigante, ficar em pé lá esperando. Corno! Lazarento!

Enfim, chegou o ônibus e aí sim começou a aventura. O motorista era tipo locão e ele pilota o busão como quem pilota um fusca. Só que o busão é 50 vezes maior e tem pessoas dentro! Rs... Ele ia acelerando, trocando de marcha rápido, freiando em cima e dando buzina em quem ousava cruzar a sua frente. Teve uma hora, num balão que eu vi ele enchendo a bunda do carro da frente. Mas o anjo da guarda do motorista do carro conseguiu segurar a fera!

São e salvo no aeroporto Ciampino (longe, afastado e só a EasyJet e a RyanAir operam lá), bora ir pra Lyon. O aeroporto daqui é super bonito, todo estiloso e modernão. Peguei o busão rumo ao centro e... TRÂNSITO! Infernal! Daqueles tipo das marginais de São Paulo... Eu iria descer na última estação. Mas, de repente, o busão para e, com a ajuda de uma senhorinha que falava inglês, o que rolou foi o seguinte: por causa do trânsito o busão tava atrasado, então, parou ali no meio do caminho e precisava voltar. Se você quiser, espera o outro busão ou te vira pra ir pro seu destino planejado. Locura, né?! Mas isso era na frente de uma estação de metrô e o Léo veio me buscar.

Primeiras impressões de Lyon: a cidade parece bem bonita, essa parte que estou parece ser a Lyon nova, amanhã vou conhecer a Lyon antiga. Pontos de ônibus todos bonitos, cheio de banquinhos, informações, coberturas. E aqui, tem também, aquele esquema de pegar uma bike "do povo" que nem rola em Viena. O mais gostoso do dia foi voltar de bike, tipo uma, uma e pouco da manhã, depois de ter tomado umas brejas, sem medo nenhum e curtindo a cidade!


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

07.10 - Sabe aquela história...

De "é que nem ir a Roma e não ver o Papa!"? Pois é! Não aconteceu comigo. Capotei ontem e acordei com o objetivo de ir ao Vaticano. Ao chegar no metrô: muvuca! Mas muvuca mesmo! Tipo lotação plena, tive que desligar a escada rolante porque não tava tendo vazão! Óbvio que um italiano falou pra mim "Ma que! Ma aperta esta porra!".

Chegando no Vaticano, mais muvuca ainda! Uma movimentação, acesso restrito à Basílica de São Pedro. Fui perguntar e era aquilo que disse ontem mesmo: o Papa ia lá falar. Do tempo de eu chegar, até começar o show, eram uns 15 minutos. Resolvi esperar.

E lá veio ele, com o Papa Móvel! O loco é que parece show do Seu Sílvio. Vem caravana de tudo quanto é lado com bandeira e tudo mais. A medida que anunciavam algo relacionado a caravana, era uma festa só! Gritaria, bandeiras balançando ao ar. Bem maluco mesmo! E quando o Papa começou a falar, eu só tirei umas fotos e corri pro Museu do Vaticano na esperança de não ter muita gente.

O que valeu a pena, mesmo, do Museu do Vaticano foi: o museu egípcio e a Capela Sistina. Se bem que o museu como um todo é bem loco! Bem loco mesmo! Não me lembro de ver um pedaço, seja de parede, de teto, em branco. Cara, é pintura pra tudo quanto é lado, detalhes pra tudo quanto é lado. É muito loco isso! Arte sacra, é claro...

No museu egípcio, múmias, milhares de objetos da época dos faraós. Eu curto absurdo isso então, pra mim, foi um prato cheio! Aí você anda, anda, anda, passa pelos cômodos do Rafael (que são bem da hora também) e chega na Capela Sistina. Hermanoteu, véi! HERMANOTEU, VÉI! O negócio é MUITO animal! MUITO! No sério. As pinturas do teto e do altar, do Michelangelo, são fora do normal. E se voce pensar como o cara fez pra pintar um TETO, um TETO BICHO, com tamanha perfeição, é de deixar mais boquiaberto ainda. Muito animal! Mas do tipo muito animal mesmo!

Quando acabei o Museu do Vaticano, a Basílica de São Pedro já estava aberta então fui pra lá. A igreja é muito grande, toda trabalhada. É poderosa, manja? Você olha e fala "Caaaraaaaalho!". Mas como não tenho muito apego à Igreja Católica, não me comoveu nem nada. Inúmeras referências à São Pedro, tem o túmulo do cara lá, assim como o túmulo de vários papas e teve um lugar que eu não sei dizer se era boneco ou se era um papa morto mesmo que estava exposto lá.

Pra aproveitar o dia e conhecer ainda mais Roma, resolvi voltar a pé do Vaticano até o Hostel. Passei por cima do Tevere, com sua água verde, e me perdi em um monte de ruazinhas de Roma. Tudo isso graças ao meu faro de perdigueiro que puxei da minha mãe! Mas isso é muito gostoso! Aliás isso aconteceu até agora como um todo, não só aqui. Você desobre vielinhas, ruazinhas mó típicas e vai vivendo um pouco mais da cidade.

Cheguei ao meu destino, a Praça Navona, onde tem a embaixada do Brasa. Aliás, diga-se de passagem com uma bandeira de pôr respeito em qualquer um. E lá, bem em frente à embaixada, um quarteto tocando várias músicas. Era um sax, uma sanfona, um violão e um contra-baixo. Animal! E começaram a tocar músicas brasileira: Garota de Ipanema, Aquarela do Brasil e "Choooooorando seu foi, quem um dia só me fez chorar...". Da onde tiraram isso, não sei... mas que foi animal ver os caras tocando as outras duas músicas, isso foi!

Roda, roda e roda, tá na hora de voltar pro Hostel. No quarto, chegou um casal de argentinos. Boa gente os dois. Conversamos um pouco e tal. E chegou, também, o casal americano com o cara que canta country. Eu caí na besteira de perguntar como foi o dia deles e o cara começou a "cantar" e eu só sorria, fingindo que tava entendendo alguma coisa! Sotaque do piru...

Umas brejinhas pra relaxar e resolvi apertar o foda-se e aproveitar Roma. Roma é caro! Bem caro! A cidade mais cara que passei até agora. Mas, se tô na Itália, vou comer como um Italiano e dane-se! Alguém paga...

Procurei na internet e encontrei um restaurante aqui perto com boas referências em dois sites. Resolvi arriscar. Cheguei, toquei a campainha mas tava lotado. Não sei se era isso mesmo ou se a tiazinha não gostou de eu estar de havaianas. Sem ter referências, parei um tio que tava entrando no carro e pedi uma dica pra ele. Ele me disse de uma rua, muito perto aqui do Hostel, e lá fui eu me arriscar.

Passei no primeiro restaurante e não me chamou muito atenção. Como o tio disse que tinha outro, fui andando mais e até vi o outro. Mas tava vazio... eis que de repente, ouço, do outro lado da rua, uma tarantela e uma sanfoninha tocando música. O lugar, um butequinho. Gamei! Cheguei lá, um monte de gente falando em italiano, o que me fez crer que não era point de turista. Perfeito!

Quem veio me atender foi um garçom comportado. Mas tinha um outro, italiano típico: baixinho e com cara de mal encarado. Mas um figuraça! Zoou todo mundo que passava o tempo inteiro, falava que falava inglês e começava a soltar umas frases do tipo "The book is on the table!", falava japonês e tudo mais. Mas, comer que nem italiano é azedo.

O esquema aqui funciona assim, acompanha comigo: primeiro tem a entrada. Pedi uma mista que veio: presunto parma, parmesão de verdade, mussarela de búfala, abobrinha, champignon e pão italiano! Daqueles de verdade que é cascudo de machucar a boca, por fora, e macio por dentro.

Aí tem o primeiro prato, que é uma massa. Pedi um spaghetti alho e óleo com peperoni. Imaginei que o peperoni era uns pedaços de peperoni pra dar um gosto. Eram duas pimentinhas, pequeninhas. O macarrão: perfeito! Eles servem bem "al dente", e tava perfeito no sal, no azeite, no alho, na pimenta (picantezinho) e na coisa verde pra dar gosto, que eu acho que era salsicha. Resolvi picotar a pimeta. Vééééééio! Pra que fiz isso. Eu transpirava na sombrancelha, no bigode, na testa! Mas tava MUITO bom!

Depois, vem o segundo prato, que é uma carne. Pedi, de gula porque só o macarrão já tinha dado conta mas vamos comer que nem os caras, um escalope de porco e de vaca ao funghi. Estava FAN-TÁS-TI-CO! Perfeito! Veio mais pão pra dar aquela "chuchada" no molho funghi. Teoricamente, depois viria o terceiro prato, que é uma salada, e a sobremesa. Mas eu num dei conta e desisti.

Roma é animal! É histórica e caótica! Conversando com um povo que já veio outras vezes aqui, disseram que está cada vez mais caótico e cheio de africanos, indianos. Mas é animal demais aqui. E posso afirmar, com toda certeza absoluta, que fechei com chave de ouro. Se ficou cara a janta de hoje? Dane-se. Alguém paga! Se bem que isso não tem preço...

PS: Fia, se eu pudesse, hoje era dia de fazer que nem o Veríssimo, de pegar a nota fiscal e mandar pra você no Brasil! Mas num tinha nota fiscal no lugar... :)


terça-feira, 6 de outubro de 2009

06.10 - Andei, andei, andei...

Roma é muito animal! Roma é bem animal! Principalmente na parte mais histórica onde você anda e tropeça em ruínas. E é ruína mesmo... coisa de antes de Cristo! Bem doido. Eu acho, pelo menos. Isso é até um "problema" pra eles hoje em dia. Eles estão tentando fazer uma nova linha de metrô mas sempre que escavam uma região, encontram alguma coisa e aí tem que parar tudo!

Dia de acordar cedo e colocar os pés na rua. Objetivo: conhecer várias coisas de Roma. O hostel aqui é bem localizado, do ladinho da estação central e bem perto do centro histórico. Comecemos o passeio por um monumento, uma igreja, nada de muuuuito interessante. Uma praça que era tipo um balneário há muito tempo atrás e, de repente, não mais que de repente, vejo um "muro" lá no fundo... viiiiiixe! Juro que deu frio na barriga!

Andando um pouco mais, imponente, gigantesco, animal: o COLISEU! A medida que eu ia chegando perto, dava pra escutar, nitidamente, o povo lá dentro gritando "eeeEEEEEEE! Vamo subir, bugreeeeee! Vamo subir, bugreeeeee! Vamo subir, bugreeeeEEEEEE!". Foi loco! O negócio é muito animal! Muito. E do lado dele uma avenida com o trânsito pegando fogo, vambora!

A região do Coliseu é mega histórica do universo. Na frente dele, tem a região do Foro Romano. Cara, o negócio era bem grande, vou te dizer. Ruína, ruína, ruína... O Java tinha comentado que os prédios aqui eram grandes. Mas tem umas coisas que são muito apelonas. E o foda é que foram construídas há muito tempo atrás...

Na busca de monumentos, vi, de longe, um prédio gigante. Chegando perto, o negócio era muito mais gigante que eu imaginava! Animal! Animal! No lugar tem museu, gente enterrada, soldados fazendo homenagem e muuuuuuuito mármore! Muito! Bonito mesmo...

Falando em soldados, dei sorte de ver a troca da guarda. Bem bonito o ritual e quando os caras (soldados) começaram a cantar o hino da Itália foi foda... arrepia! É bonito memo! E mó dancinha ensaiada. É engraçado ver rituais como esse em pleno 2009.

Passeando mais, vi a Fontana di Trevi! Fudido! Muito bonito! Muito mesmo! Joguei minha moedinha pra não passar em branco e tentei tirar umas fotos. Tentei porque tem MUITA gente lá. Assim como em todos os principais pontos turísticos de Roma. Dos lugares que eu passei, é o mais turístico de todos. Tem tanto guia, que cada um anda com uma bandeirinha, um guarda-chuva ou qualquer coisa que o reconheça.

Andei pra cacete hoje! Memo! Mas rendeu! O engraçado de estar na Itália é que o povo é meio stressado e parece que eles estão zoando enquanto falam italiano. Manja quando você começa a imitar um? Parece tipo isso... Teve uma hora que uma mulher atravessou a rua sem estar verde pra ela, dois veinhos dentro do carro começaram a reclamar "Maaaa que! Ma olha questa arrombada!". E no prédio loco aí que eu falei, tinha gente sentada em lugar proibido, os guardinhas chegam pegando fogo, apitando sem parar e falando "Ma num tá vendo que num pode sentar nesta porra?!".

A noite, brotou uma brasileira no quarto, me deu várias dicas de onde ir e tudo mais. Saí jantar (a pizza do Bráz é a mais gostosa ainda) e fiz uma tentativa frustrada de saída. Vi um barzinho aqui perto, fui até lá mas tava bem vazio e só com uns véios no balcão. Achei melhor desencanar e voltar pra casa.

Tirei milhares de fotos hoje que postarei com calma porque é muita informação e eu preciso dar uma selecionada. Amanhã é dia de Vaticano e o caos promete reinar. Parece que amanhã é dia que o Papa aparece pra falar um oi pra galera. Vamos ver o que rola...


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

05.10 - Gioconda petina mia...

Dia de despedida de Viena e pegar o barco rumo à Roma. Chato e triste dizer tchau pra Catarina. Doeu no fundo, me segurei pra não chorar, enfim, aquela coisa. Mas, check-in feito, bora pra Roma.

Chegando aqui, a primeira diferença que percebi em relação aos outros países que passei: aqui as pessoas sorriem! E bastante! O que me fez sentir um pouco mais "em casa"... Espera pra pegar a minha mala na esteira e... que porra é essa da minha mala aberta? Aberta e com coisas jogadas para fora... e cadê o fom que eu trouxe?! Sumiu! Cornos! Lazarentos! Fiquei esperando um monte e nada do fom aparecer. Sumiu mesmo. Fui no "Customer Service" do aeroporto e o cara falou "É... foi foda! Num posso fazer nada!". E assim se foi mais um fom pro saco...

Hora de pegar o trem. Chama Leonardo Expresso. Um calor forrrrte em Roma. Forte mesmo. E, durante o passeio, nada de novo. Muito pelo contrário, uma cidade mais suja, meio parecida com uma parte feia de São Paulo. O foda é que, do nada, aparece um arco gigantesco que deve ter uns mil anos de idade! Desci no centro e já vim pro Hostel.

Sim, vou ficar no Hostel. Falhou a missão não gastar nada com hospedagem. Não consegui couch surfing a tempo (marquei, é verdade), e vim parar no Alessandro Hostel onde, por incrível que pareça, tem um cara na recepção que lembra o Alessandrin. E só tinha quarto misto com 8 camas. Lá estou eu. Até agora, eu mais 3 americanos e 1 americana. Mas, pelo o que entendi, tem 2 brasileiras no quarto também. Um dos americanos parece que tá catando country o tempo inteiro por causa do sotaque dele.

Chegado no Hostel, descobri que eu precisava de um cadeado que lógico que eu não tinha. Nada como ter chineses por perto... pra lhe fazer passar raiva! Nenhum fala inglês. Tudo bem, não é obrigação. Comprei o primeiro cadeado: pequeno demais. Ok, cagada minha. Voltei e comprei outro, maior. O cadeado mais seguro que já vi na vida: você fecha e nunca mais consegue abrir! Nunca! Tive que correr, porque tava tudo fechando, e achei uns indianos que salvaram minha vida vendendo um cadeado que preste! :)

Ficar em Hostel parece ser legal: tem bastante gente, é agitado e movimentado. Tinha um cara na recepção agora há pouco, por exemplo, fazendo mágicas. Mas tem bastante molecada e você não consegue ficar tãããããããão a vontade. O espaço é mais regulado e tal... Vou capotar daqui a pouco para amanhã acordar relativamente cedo e ir atrás do Coliseu! Viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiixe! Esse sim! E aí me enturmo melhor por aqui e vejo o que rola.

Dia sem fotos (só do Desafio Mc), cansativo e quente! Talvez não consiga postar todos os dias aqui, mas vou anotando pra escrever depois... O mais importante: tô em Roma! :) :) A la sante!


04.10 - Dooooomingo de sol...

Não aluguei um caminhão mas fomos rumo ao Schönbrunn: um palácio de verão da realeza daqui de alguma época. Algo monstruoso, gigantesco! Com jardins fenomenais, fontes, tudo muito bonito e bem cuidado. Hoje em dia, no lugar, tem café, bosque e até o zoológico de Viena! Grande memo. Da hora você passear por ali e imaginar que há tempos atrás deviam andar pessoas todas requintadas, com aqueles vestidos imensos, aquelas roupas pesadíssimas... muito bonito o lugar!

Aproveitando o solzão e o calor que brotou no domingo, coisa super rara pra época do ano, subimos morro acima para ver Viena do alto. Para chegar lá, pegamos um busão! Que tava o caos! O primeiro que chegou, lotou! Ficou uma negada pro segundo que também lotou. Mas lotou tipo aqueles ônibus do Brasil com gente pendurada pra fora. A diferença é que num tinha nego pendurado pra fora e num tinha ninguém cantando "Se essa porra num virar, olê olê olá! Eu cheeego lá!".

Muita gente mesmo! Ficamos espremidinhos num canto lá e, do nosso lado, um senhorzinho que foi reclamando o tempo INTEIRO! Primeiro, era o calor! Como a maior parte do tempo aqui é frio, os ônibus não tem saída de ar, nem ar-condicionado. Imagina como tava o busão lotado, sem ventilação nenhuma... o veinho transpirava mais que eu jogando squash e reclamava... Depois, uma menininha derrubou refrigerante no chão e começou a ir em direção a ele. Depois, uma criança começou a chorar... e, por fim, uma menina, na lotação do busão, colocou a bunda e a bolsa na cara do véio! Aí ele ficou doido, começou a resmungar e empurrar a bolsa da menina! Foi engraçado...

A Catarina diz que isso é normal. Que o padrão deles, por mais que vivam numa puta cidade, é sempre reclamar! E ser durões... tanto que no trem, indo pro palácio, tinha uma avó com uma menina. Na hora de descer, a menina começou a fazer birra e a vó, toda cuidadosa, falando "Minha neta, vamos que nós precisamos descer...". A menina continuou com a birra. Uma véia que tava do lado, e nada tinha a ver com a história, soltou um "Ô, sua arrombada! Dá pra obedecer a sua vó, ô cacete?". A menininha na hora parou com a birra e saiu do trem... Eu ri!

Enfim, chegamos lá em cima. A vista é muito bonita mesmo, dá pra ver um monte de coisa de Viena! E milhares de pessoas tomando sol! Jacarezando, sabe? Todos estirados em umas cadeirinhas e ficavam lá: dormindo, conversando, lendo, fazendo o que for! O importante era aproveitar o sol.

Na hora de descer, ônibus tranquilo e paramos num bairro que fez lembrar Souzas. Casinhas mais antigas e casas super grandes super chiques. E cheio de lugarzinhos para comer. Paramos num restaurante que parecia ser uma casa beeeem antiga, mas super arrumada. Comi o schnitzel: um bifaço de carne de porco a milanesa. Se um miligrama de gordura, tirando a fritura. Lugar bem aconchegante e com garçons muito simpáticos. Saímos de lá e acabamos parando numa pracinha com uma dupla tocando música. Bem gostoso.

De volta em casa, hora de começar a acertar a vida para partir pra Roma. Catarina já me deu mapa, milhares de dicas. É fã absoluta da Itália.

E assim acabou meu último dia em Viena. Ter ficado aqui com a Catarina esses dias foi muito gostoso mesmo: deu pra pôr ordem nas coisas, matar as saudades, ser mimado até não poder mais. Dá um aperto pensar em ir embora pra Roma, onde serei, novamente, eu contra o mundo. Mas vamos que vamos! Roma é um dos pontos altos da viagem e tem tudo pra ser animal!


domingo, 4 de outubro de 2009

03.10 - Na vida de marajá...

Esses dias em Munique e Viena tem me deixado mal acostumado. Em Munique, quando acordava, a Laura já tinha assado os pães e lá estava a mesinha do café da manhã me esperando. E agora, aqui em Viena, o mimo é muito maior! Acordei tarde hoje, em função da baladinha de ontem, e, quando chego na sala, uma super mega hiper mesa de café da manhã. Não bastasse, Catarina feliz da vida preparando suco pra gente tomar! Acho que mais complicado que voltar ao ritmo de trabalho no Brasil, vai ser ficar sem essa mamata toda... :)

Super mega café da manhã tomado, hora de pôr os pés na rua! Fomos a um mercado a céu aberto que tem aqui. Uma espécie de mercadão, vai... Milhares de banquinhas de turcos com umas azeitonas bonitas, falafel (acho que é assim) e doces de monte. Muitas barraquinhas de frutas, algumas conhecidas e outras que eu nunca tinha visto. E várias padarias e lojas de produtos saudáveis. Aqui, o lance de integral e produtos orgânicos pareceu ser bem forte. Pra forrar o estômago, uma espécie de folhado de abobrinha e outro de espinafre. E o pior de tudo: o de espinafre tava muito bom!

Finalizado o tour no mercado, hora de ir as compras. Fui comprar uma camiseta para o Thiago (cunhado) e os chocolates Mozart pra Carol! A Catarina me levou numa espécie de shopping, onde tinha uma loja grande de esportes. Lá, tinha camisetas de 2 times daqui de Viena. Eu peguei a verde e branca, mas fui olhar a outra: uma roxa. Quando estava olhando, brotou um austríaco do nada que ficava falando pra mim: "num compra camiseta desses caras não! Eles são muito ruins! É tipo a Ponte Preta daqui..." (tradução livre de minha pessoa). Mas falava isso como quem avisa alguém que esse alguém está prestes a fazer a maior cagada do mundo! E ficou conferindo ainda, até ver que eu comprei a camiseta do time dele, a verde e branca! Fui tentar pegar o formulário pro tax free mas o valor era insuficiente. Teria que completar com algo. Eis então que acho uma pechincha: camiseta da SELEÇÃO BRASILEIRA, original, em PROMOÇÃO! :) Agora tenho uma camisa do Brasa com 5 estrelinhas!

Compras realizadas, encontramos um casal de amigos da Catarina. Gente boníssimas! Ele é engenheiro Elétrico e ela é Bióloga. Vieram ambos para estudarem aqui, acabaram se conhecendo por essas bandas e estão juntos. Casal super simpático e gente boa mesmo! Montamos uma mini caravana brasileira e fomos rumo ao Museum Quartier: um local que tem um aglomerado de museus muito próximos um do outro. Lá ia ter um "festival de música" de grátis.

O local era em frente a baladinha - museu de ontem. Tinha um palco montado e de tempos em tempos subia uma atração musical. Todas de músicas mais clássicas. Mas estava bem gostoso! Sentamos num café bem "de frente" pro palco, onde mandei pra dentro mais um carneiro! Dessa vez com um macarrão com uns legumes e uma geleinha de pimenta que tava coisa linda de Deus! Confesso que apesar do frio e de ser só música clássica, foi bem gostoso mesmo o programa.

Batendo os queixos, fomos para um café de Viena que existe desde mil OITOCENTOS e SESSENTA e qualquer coisa. Véio, é muito tempo! Muito! Lá dentro, a média de idade era uns 70 anos. O local tem todo um ar clássico e chique. Velhinhos todos arrumados, de terno e gravata. As velhinhas com aqueles vestidos, colar e brinco de pérolas, sabe? Chega a ser meio surreal. E eu, de bermuda e agasalho do Palmeiras que o Fipo emprestou! Mas no cardápio, um "apstrudel" bem do gostoso e um chocolante quente que estava FAN-TÁS-TI-CO!

Barriga cheia, hora de voltar pra casa e descansar. Amanhã o dia promete pedaladas e visita a um parque que todos falam que é muito bonito! Hora de aproveitar o fim dessa boa vida que ando levando... :)


sábado, 3 de outubro de 2009

02.10 - O stress em Viena

Corpo descansado, hora de sair conhecer a cidade! Acordei, arrumei as coisas e bora pra rua conhecer as coisas de Viena. De cara, um palácio de verão de um dos príncipes daqui! Coisa absurda de grande, com jardins fantásticos e várias estátuas por todos os lados.

Rodei passando por construções famosas, muitas praças e ouro! É incrível como tem ouro nessa cidade! Em vários lugares você passa e vê num prédio ou no alto de uma estátua um monte de coisas douradas: ouro! Em uma das praças, tem uma estátua do Strauss inteira de ouro! Inteira e fica ali, disponível pra quem quiser tocar ou, então, pegar e levar pra casa. Mas óbvio que isso não acontece! :)

Fui também no museu do Freud. Nada de especial que justifique o ingresso. E fui para a "Casa da Música". Cara, que lugar animal! Muito foda! É um museu geral de música super mega interativo! Ele ensina desde coisas das percepções sonoras, de como escutamos, como funciona o nosso sistema auditivo até ter coisas específicas de música mesmo, como sala do Mozart, sala do Bethoven, da sinfônica de Viena e por aí vai! E, em todas as salas, tem locais para você interagir, é muito animal mesmo!

Viena é uma cidade imponente! Limpíssima, limpíssima, transporte púbico super organizado, um povo (pelo menos o que tive contato) simpático (mas não como na Holanda) super atencioso pra lhe ajudar. Segundo a Catarina, foi eleita a cidade com a melhor qualidade de vida da Europa. Dá pra ter uma idéia de como é, a partir dessa informação, né? A cidade transborda cultura: óperas, teatros e muitas atividades culturais! Muitas!

Mas, também, foi aonde vi as pessoas civilizadas deixarem isso um pouco de lado e manifestarem seu lado mais selvagem. Primeiro, estava atravessando uma rua, um austríaco na frente, e um carro virou a rua, sem parar para nós atravessarmos. O que pra mim era normal, tô acostumado, fez o austríaco ficar doido e esmurrar a janela do carro. O carro ameaçou a dar ré, o austríaco voltou lá e começou a bater boca "Num tá vendo que eu tô atravessando, seu porra?! Pisei na rua tem que parar, cacete!" (tradução livre da minha pessoa).

Depois disso, muuuuitas buzinas no trânsito! Muitas! Coisa que não tinha visto até então... A noite, um cara, provavelemente bem chapado, quebrando garrafa no meio da rua e chutando latas de lixo! E gritando! Assim como um outro cara na rua que começou a gritar... A Catarina diz que aqui é tipo um show de Truman (porque tudo funciona) e que, as vezes, a direção coloca umas coisas assim pra dar mais realidade no negócio!

A noite, foi dia de ser estreiado na cozinha indiana. Comi um carneiro, pra variar, com um molho de espinafre e com um temperinho que tava tetê do universo! Muito muito bom mesmo! Falei pra Catarina que é o lugar que eu mais tô comendo, disparado! Depois do jantar, fomos a um barzinho que é dentro dum museu! O museu que vira balada... em cima, uma boitezinha e lá embaixo um palco para o povo se manifestar. Quem tava tocando era um quarteto de teclado, sax, batera e contra-baixo! Beeeeem animal! Bem mesmo!

Coisas que descobri nessa balada: tem BEM mais homem que mulher. Quem chega aqui, são as mulheres. Austríaco vai pra balada e põe tapa-ouvido, manja? Na entrada da balada tem um potinho cheio de tapa-ouvido, por causa do barulho. E descobri, também, que entender inglês, na balada, com a outra pessoa com bibida na cabeça não é das tarefas mais fáceis! Mas foi bem legal! Tipo de balada que num tem em Campinas e seria bem massa ter! O Hernião ia curtir a casa da música e a baladinha de hoje!

Apesar do tempinho sem vergonha de hoje, com alguma chuviscadinha, amanhã promete sol e muuuito calor: 23 graus! :)


01.10 - E amigo há quanto tempo...

Um ano ou mais... (e toma um real, pro Samuca). Na verdade bem mais que um ano. Pelo menos uns 3 ou 4 sem nos vermos. Catarina é tipo de pessoa rara. Meu pai era fã incondicional e absoluto dela. Sua altura, representa bem o tamanho do seu coração, o tamanho do seu carinho e o tamanho do seu talento. A gente se conheceu, de verdade, em 95, na sétima série. Antes, um sabia quem era o outro. E só. Mas da sétima pra frente, ficamos bem mais próximos e criamos uma amizade bem forte.

Acabou-se a vida de Dom Barreto e cada um tomou seu rumo. Eu, fui pro Cotuca, ela pro Integral. Obviamente, ela passou no primeiro vestibular dela em Economia lá na Unicamp e eu penei meus 3 anos pra conseguir entrar em Biologia. Apesar dos rumos terem se separado um pouco, o carinho imenso continuou. Sempre! Fosse em trombadas no clube, fosse em trombadas na própria Unicamp, onde fosse. Sempre vinha um "queriiiiiiiiiido!" com um abraço bem do gostoso e aquele sorrisão na cara.

Eis que ela resolveu ficar gente importante e hoje trabalha na embaixada do Brasil em Viena. Ela trabalha na missão brasileira relacionada a questões de energia atômica. E foi por isso, e unicamente por isso, que eu vim parar aqui nessa cidade. Talvez se fosse escolher, sem conhecer a cidade obviamente, não viria para cá. Mas dane-se onde era: tinha a Catarina.

E quando cheguei, apesar do tempo sem nos vermos e nos falarmos pouco durante esse tempo, a sensação foi a mesma. A sensação de re-encontrar alguém querido que há muito não se vê. O sorriso, o abraço, o carinho, as palavras! Tudo como sempre foi...

Falando um pouco de Viena, durante o dia fiquei por aqui. Estava bem acabado, pés doloridos, pernas meio que querendo assar, então achei melhor me recompor. Fiquei em casa, descansei, fiz coisas que precisava fazer. Só saí dar uma volta pra almoçar e voltei de novo.

Catarina chegou do trabalho, saímos dar uma voltinha na cidade e jantar. Fomos a um barzinho que ela disse gostar muito, é meio que um lounge e tem umas comidas. Muitas mulheres no bar! Muitas! Coisa que ela disse não ser normal. E no menu, primeiro uns patezinhos com um pão bem gostoso. E depois: umas "almôndegas" de carneiro numa panelinha com uns pimentões e um molho de tomate. Hermanoteu, véi! HERMANOTEU, VÉI! O negócio estava simplesmente fanástico! O pimentão tava tão gostoso, mas tão gostoso que eu me entupi de comer pimentão puro! E combinava MUITO bem com a carne do carneiro! Vixe!

Dia de pôr o corpo em dia, a conversa em dia, a saudade em dia e hora de ir descansar pro dia de amanhã...


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

30.09 - Tchau pra Alemanha...

O dia de ontem foi quebradeira! No meu pé esquerdo começa a brotar um calo e no direito bolhas. Sendo assim, hora de dar uma maneirada. Aproveitei a manhã para acertar umas coisas e me fui em direção ao Zoológico de Munique. Na ida, uma avenida sem semáforo, dava pros carros irem a uns 70, 80 por hora. Eu parei pra atravessar. Nem precisei pisar na rua, um carro que vinha no pau, freio, parou e esperou eu atravessar. É muito estranho isso!

Mas, enfim, fui ao Zoológico e achei bem legal! Tem uns bichos europeus, que não estamos acostumados ao ver ao vivo. E o espaço dos bichos é muito legal. É bem amplo, com outros bichos, bem legal mesmo. E, no meio do zoológico, existem umas áreas específicas para você entrar e ver determinado tipo de bicho.

Por exemplo, tem uma Vila Drácula que você entra para ver morcegos numa espécie de caverna. Tem uma parte de Floresta Tropical que você entra e o clima muda  por completo: fica bem mais úmido, com um calor mais forte. Muito legal mesmo. Mas a melhor parte, disparada, é a parte dos macacos! MUITO animal mesmo! E pelo parque todo existem milhares de painéis educativos. Muito interessante mesmo.

De lá, tomei rumo para o Englischer Garten, um parque monstruoso que tem lá. E é grande mesmo. Apesar de ser meio da tarde, o parque estava bem cheio, uma bandinha tocando músicas lá numa torre chinesa e o povo, pra variar, mandando cerveja pra dentro da guela! Almocei por lá mesmo um salsichão tetê... De volta em casa, saímos eu, Java, Laura, Pipoca e Chico para dar uma volta e visitar uns últimos lugares.

Aqui é enorme a interação entre homem e cachorro. Os cachorros podem andar no transporte público, entrarem em restaurantes e é muito comum ver alguém com um cachorro na coleira ou mesmo solto. E é engraçado como os cachorros, que nasceram acostumados com isso, se comportam bem. Tipo aquelas cenas de propaganda com o dono jogando um brinquedo e o cachorro dando mó pique naquele gramado verdão, sabe?

Outra coisa que me chamou a atenção, é como europeu tem esse lance de aproveitar o parque. Eles vão pro parque mesmo, ficam deitado no gramado lendo, conversando, tomando cerveja, jogando alguma coisa. No Brasil, quem faz isso é farofeiro! O Java diz que é porque o inverno dos caras é tão zoado, que quando eles têm condições de sair e sobreviver fora de casa, eles aproveitam mesmo.

De volta pra casa, hora de arrumar as malas e partir pra Viena. A Alemanha é um lugar bem doido. Os caras entraram em tudo quanto é guerra, se arrombaram mas continuam sendo a terceira potência do mundo, com uma puta estrutura! Munique, particularmente, tem um charme todo especial. Vale muito a pena conhecer essas terras. Aí você descobre que o esteriótipo de alemão num é loirão de olho claro. Seja pra homem ou pra mulher... Ficar na casa do Java e da Laura foi um tchan a mais da viagem. Fui super bem tratado, bem recebido, bem tudo... pelos dois e pelos cachorros! Dei risada, conversei e lembrei de fatos. Muito gostoso mesmo.

E assim, a Alemanha fica pra trás. Lá se foi, praticamente, 1/3 da viagem!