Corpo descansado, hora de sair conhecer a cidade! Acordei, arrumei as coisas e bora pra rua conhecer as coisas de Viena. De cara, um palácio de verão de um dos príncipes daqui! Coisa absurda de grande, com jardins fantásticos e várias estátuas por todos os lados.
Rodei passando por construções famosas, muitas praças e ouro! É incrível como tem ouro nessa cidade! Em vários lugares você passa e vê num prédio ou no alto de uma estátua um monte de coisas douradas: ouro! Em uma das praças, tem uma estátua do Strauss inteira de ouro! Inteira e fica ali, disponível pra quem quiser tocar ou, então, pegar e levar pra casa. Mas óbvio que isso não acontece! :)
Fui também no museu do Freud. Nada de especial que justifique o ingresso. E fui para a "Casa da Música". Cara, que lugar animal! Muito foda! É um museu geral de música super mega interativo! Ele ensina desde coisas das percepções sonoras, de como escutamos, como funciona o nosso sistema auditivo até ter coisas específicas de música mesmo, como sala do Mozart, sala do Bethoven, da sinfônica de Viena e por aí vai! E, em todas as salas, tem locais para você interagir, é muito animal mesmo!
Viena é uma cidade imponente! Limpíssima, limpíssima, transporte púbico super organizado, um povo (pelo menos o que tive contato) simpático (mas não como na Holanda) super atencioso pra lhe ajudar. Segundo a Catarina, foi eleita a cidade com a melhor qualidade de vida da Europa. Dá pra ter uma idéia de como é, a partir dessa informação, né? A cidade transborda cultura: óperas, teatros e muitas atividades culturais! Muitas!
Mas, também, foi aonde vi as pessoas civilizadas deixarem isso um pouco de lado e manifestarem seu lado mais selvagem. Primeiro, estava atravessando uma rua, um austríaco na frente, e um carro virou a rua, sem parar para nós atravessarmos. O que pra mim era normal, tô acostumado, fez o austríaco ficar doido e esmurrar a janela do carro. O carro ameaçou a dar ré, o austríaco voltou lá e começou a bater boca "Num tá vendo que eu tô atravessando, seu porra?! Pisei na rua tem que parar, cacete!" (tradução livre da minha pessoa).
Depois disso, muuuuitas buzinas no trânsito! Muitas! Coisa que não tinha visto até então... A noite, um cara, provavelemente bem chapado, quebrando garrafa no meio da rua e chutando latas de lixo! E gritando! Assim como um outro cara na rua que começou a gritar... A Catarina diz que aqui é tipo um show de Truman (porque tudo funciona) e que, as vezes, a direção coloca umas coisas assim pra dar mais realidade no negócio!
A noite, foi dia de ser estreiado na cozinha indiana. Comi um carneiro, pra variar, com um molho de espinafre e com um temperinho que tava tetê do universo! Muito muito bom mesmo! Falei pra Catarina que é o lugar que eu mais tô comendo, disparado! Depois do jantar, fomos a um barzinho que é dentro dum museu! O museu que vira balada... em cima, uma boitezinha e lá embaixo um palco para o povo se manifestar. Quem tava tocando era um quarteto de teclado, sax, batera e contra-baixo! Beeeeem animal! Bem mesmo!
Coisas que descobri nessa balada: tem BEM mais homem que mulher. Quem chega aqui, são as mulheres. Austríaco vai pra balada e põe tapa-ouvido, manja? Na entrada da balada tem um potinho cheio de tapa-ouvido, por causa do barulho. E descobri, também, que entender inglês, na balada, com a outra pessoa com bibida na cabeça não é das tarefas mais fáceis! Mas foi bem legal! Tipo de balada que num tem em Campinas e seria bem massa ter! O Hernião ia curtir a casa da música e a baladinha de hoje!
Apesar do tempinho sem vergonha de hoje, com alguma chuviscadinha, amanhã promete sol e muuuito calor: 23 graus! :)
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